Monday, July 04, 2005

Soneto de amor




Não me peças palavras, nem baladas,
nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,
deixa cair as pálpebras pesadas,
e entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
nossas línguas se busquem, desvairadas ...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos
nós trocaremos beijos e gemidos,
sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... – abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

(José Régio)

6 comments:

Heloisa B.P said...

"Depois... – abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!"
..............................
*JOSE' REGIO*, dispensa comentarios!
LINDO!
SENSUALMENTE BELO!
*****************************
MEU ABRACO!
Heloisa.
********************

Menina_marota said...

"Mella, Tiempo voraz, del león las garras,
deja a la tierra devorar sus brotes,
arranca al tigre su colmillo agudo,.
quema al añoso fénix en su sangre.

Mientras huyes con pies alados, Tiempo,
da vida a la estación, triste o alegre,
y haz lo que quieras, marchitando al mundo
Pero un crimen odioso te prohíbo:

no cinceles la frente de mi amor,
ni la dibujes con tu pluma antigua;
permite que tu senda sìga, intacto,

ideal sempiterno de hermosura.
O afréntalo si quieres, Tiempo viejo:
mi amor será en mis versos siempre joven."

("Sonetos de Amor" de William Shakespeare)


Abraço ;)

Peter said...

"Tiempo viejo:
mi amor será en mis versos siempre joven"
Não conhecia. Tem um final feliz, a vitória do amor contra o tempo.//
Deixei um coment no seu blog.

Peter said...

Consegui uma boa simbiose poema-foto. //Deixei um coment no seu blog.Não tinha este endereço e vou inclui-lo nos links. Penso que não se importa.

amita said...

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava,
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

P'ra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

Bjo, Peter

Peter said...

Belo e enternecedor poema, "amita". Bj e bom fds.