Monday, December 01, 2008

O imprevisto


Sem pressões
Nem compaixões
Segui absorta voando
Pelo tempo em lonjura tornado
Partindo e regressando
De quando em quando
O incógnito ser humano no casulo enclausurado
Sem temores
Nem sentidas dores
O desconhecido aguardando
Ausente de mim, do rodeante, das gentes
Mirantes indiferentes
A caixa imóvel num canto do nada, esperando
Vi-te
Sorri-te
Contido calor d’um abraço
Em mim sonoros falares brotaram
Entre sorrisos, espantos, jorraram
A ave sem asas voava, sem amarras, sem um laço
Ternos olhares
Doces tocares
Química atracção
Instantânea, inconsciente, deslizante
Em segundos, horas, num instante
A música da pauta saiu, leve, tornada libertação

(posted by "amita" foto GOOGLE)

NOTA

- Este poema da “amita” foi o primeiro com que iniciei esta “espécie de blogue”, em 28 NOV 04 fez agora 4 anos.

5 comments:

antonio - o implume said...

Belissimo poema fazendo-me recordar que temos todos um pouco dessa vontade de voar, nós pássaros sem asas.

Amita said...

Que bela surpresa, meu amigo,
e como o tempo em nossos dedos desliza...
O importante é mantermos aquele sorriso carinhoso e doce porque, e apenas porque no fundo somos os mesmos. :)

Com muito carinho, um bjinho e uma flor

Paula Raposo said...

E iniciaste muito bem porque a Amita escreve manificamente!! Beijos.

belakbrilha said...

Lindo!

Parabéns pelos 4 anos de vida!

voar...também o quero fazer!

Vjs

Cadinho RoCo said...

Leve e bom de se sentir e ler.
Cadinho RoCo