Monday, February 21, 2005

Um dia igual



E o dia nasceu igual
E queria-o tão diferente

Da imutabilidade
Apenas desejo
O sol e a lua
O mar...

Acordar
E viver num mundo quadrado
Porque não triangular

Abrir os olhos
E ver o sonho
Em vez do sonho no olhar

O piano embala, adormece
As teclas são estrelas que alcanço
Na imensidão do espaço
O som propaga-se
Levando-me
Em pequenas gotas de orvalho
Lágrimas inadvertidas
Cadentes

As marés vão e vêm
Como o pulsar do coração
Ritmado, compassado
Vivo

Tudo o resto está morto

O dia nasceu igual
E queria-o tão diferente


(Lótus)

6 comments:

Menina_marota said...

Divinal! Vou "roubar-te" essa foto :-)
Beijo ;-)

Paula said...

"Abrir os olhos e ver o sonho
em vez do sonho no olhar" Lindo poema da Lótus!
(a imagem compõe o sonho)

mariah said...

belo poema.
Obrigada, Peter.
Se lhe der para isso, sirva-se do poema e da imagem, que refere.


tarde boa para si.

Peter said...

"Menina marota", ai não roubas, não!

Peter said...

Olá Paula, hoje tive tempo para visitar os blogs amigos. :-))

Peter said...

Maria Azenha, se não se importa e eu tiver tempo, vou abrir com ele o blog de amanhã.